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Cinema

Eu faço a UFG

Renato Cirino, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da UFG, fala sobre sua pesquisa

Renato Cirino
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual (PPGACV), inserido na linha Culturas da Imagem e Processos de Mediação

As imagens sempre tiveram um lugar especial em minha vida. Desde pequenino, eu manifestara o desejo de contar histórias por meio delas. As primeiras narrativas foram materializadas nas paredes de casa, para azar de minha mãe. Não havia uma superfície em que não houvesse um registro imagético meu. O giz de cera e a imaginação eram as minhas ferramentas. A medida em que crescia, para a alegria dela, mudavam-se os suportes. Passei a me manifestar em papel de embrulhar pão e folhas de cadernos, resultando em histórias em quadrinhos autorais. Os sonhos cresciam proporcionalmente a idade.

Destarte, os sonhos passaram a permear a universidade. Não por acaso, eu ingressei na academia em um curso de graduação em Comunicação Social com o objetivo de contar histórias. Assim, na Universidade Federal de Goiás, os meus sonhos e narrativas cotidianas passaram de imagens estáticas para imagens em movimento. O trabalho que me titulou bacharel foi, como não poderia deixar de ser, um filme sobre a importância do saber popular na construção do saber científico. Eu finalmente estava fazendo cinema.

Essa experiência de realização cinematográfica foi o que me levou ao Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual no nível de doutoramento em 2017. A curiosidade sobre como aprender e ensinar a contar histórias por meio do cinema, fora do circuito e do eixo comercial, me acompanha desde então. Para isso, eu estudo as experiências de um cineasta goiano chamado Martins Muniz e o coletivo de realização cinematográfica Sistema CooperAÇÃO Amigos do Cinema, do qual ambos fazemos parte.

Nesse contexto, explanando de forma simples, eu estudo como esse senhor ajuda outras pessoas e suas respectivas comunidades a contar suas histórias através de imagens em movimento em um mundo onde essas narrativas cotidianas não possuem destaque. Além de minhas histórias, quero contribuir para que outras pessoas possam materializar as suas próprias, seja com giz de cera ou pelo cinema.

Renato

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : pesquisa edição 93

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