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INF UFG

Humanizando o Instituto de Informática

Programa computAÇÃO HUMANA busca aumentar qualidade de vida em sua comunidade

Texto: Angélica Queiroz

Fotos: Programa ComputAÇÃO HUMANA

Muita gente ainda associa os estudantes da área de informática com aquela figura americanizada de um cara nerd, magricela e de óculos que passa o dia todo no computador e interage pouco socialmente. Para desmistificar essa imagem e deixar o Instituto de Informática da UFG (INF) mais humano, a unidade criou o Programa computAÇÃO HUMANA. Com projetos de extensão voltados para os alunos de graduação e pós-graduação, técnico-administrativos, terceirizados e professores, a intenção é levar para o INF a cultura do voluntariado e a preocupação com a saúde, além de promover o debate.

O Programa, que teve início no primeiro semestre de 2017, pretende trabalhar dentro de três eixos: físico, mental e social. No primeiro deles, uma parceria com a Faculdade de Educação Física e Dança da UFG (FEFD) deve viabilizar, já para o próximo semestre, atividades como ginástica laboral e incentivar a boa alimentação e a prática de esportes. No eixo mental, o Programa quer ser um espaço para conversa sobre temas como questões de gênero, raça, depressão e ansiedade, que afetam o desempenho e a permanência na universidade, especialmente dos alunos. No eixo social, alguns projetos já em andamento integram as comunidades externa e interna. “Queremos mudar a cultura porque a rotina acaba nos deixando muito mecânicos, técnicos, e acabamos deixando a parte humana de lado”, explica a professora Elisângela Dias, uma das fundadoras e atual coordenadora do Programa. Segundo ela, apesar de novo, o Programa já está conseguindo envolver os alunos que se voluntariam para fazer parte dos projetos. “Além das horas e dos certificados, muitos estudantes já entenderam que as empresas valorizam aluno que faz algo diferente do que é obrigatório no currículo e querem participar”, afirma, lembrando ainda do ganho pessoal que os estudantes relatam, sobre se sentirem úteis ao realizar os trabalhos voluntários.

Ada’s

ADAs
Acabar com a ideia de que computação é para homem é a intenção do projeto Ada’s, cujo nome faz referência a Ada Lovelace, considerada a primeira programadora da história. Por meio de palestras e eventos, como o Espaço das Profissões, e outras atividades, o grupo divulga a história de mulheres que se destacaram na área da tecnologia e mostra que elas também podem fazer computação, despertando o interesse de mais mulheres para as áreas e valorizando as que foram fundamentais para o desenvolvimento da computação.

Mundo na Ponta dos Dedos

Mundo

Garantir acesso à informática para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e formar mão de obra capacitada a entrar no mercado de trabalho. Esses são os principais objetivos do Mundo na Ponta dos Dedos, que oferta cursos de informática básica e profissionalizante a crianças do Centro de Educação Comunitária de Meninas e Meninos (Cecom). As duas primeiras turmas, com aulas ministradas por alunos voluntários do INF, começaram em maio, mas o plano é ofertar vagas semestralmente.

Fale Aí

Fale ai

Voltado para a saúde mental, o Fale Aí, é uma ponte para o diálogo, e coloca em pauta assuntos relacionados com problemas emocionais e psicológicos, cada vez mais comuns na vida cotidiana. Em reuniões quinzenais oferecidas para alunos, professores e servidores, um tema é proposto, incentivando a troca de ideias e fornecendo uma possibilidade de interlocução e de escuta entre os membros da comunidade do INF. Desde abril são realizados encontros que, segundo a coordenação do projeto, já estão dando resultados e diminuindo o abismo entre estudantes, docentes e técnicos no Instituto.

Playground da Programação

Playground

Apresentar noções básicas de programação para crianças de 6 a 14 anos. Esse é o objetivo do Playground da Programação, que utiliza estratégias lúdicas para ensinar aos alunos de um colégio municipal no setor Jardim Nova Esperança como solucionar problemas, alcançar objetivos e trabalhar em equipe, e para transmitir-lhes noções de interatividade e linguagem tecnológica. O projeto piloto foi executado no mês de junho e deve continuar na mesma escola no segundo semestre.

Educação Digital

ED

Idealizado pela servidora técnica em assuntos educacionais, Raimunda Delfino, o Educação Digital: Políticas, Leitura, Produção Textual, Identidade e Letramento Digital com trabalhadores terceirizadas/os da UFG quer melhorar a capacidade de ler e escrever do trabalhadores terceirizados da UFG, especialmente mulheres que trabalham na limpeza e na segurança. Uma equipe interdisciplinar com alunos dos cursos de Pedagogia, Letras, Ciência da Computação e Sistemas de Informação vai ministrar aulas de computação básica, a partir da leitura e discussão de textos de diversos gêneros discursivos. As aulas estão inseridas na jornada de trabalho, promovendo a inclusão social e a integração desses sujeitos com a Universidade, por meio do letramento digital. O projeto também visa problematizar as identidades desses trabalhadores, sobretudo no que tange aos aspectos étnicos, sociais e de gênero dos sujeitos participantes. A primeira turma, com 30 vagas, começou em agosto e oferece cinco vagas para a comunidade externa.

Fonte : Ascom UFG

Categorias : Extensão Edição 90

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